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May 13 Vampirizada, desonrada, sem família e
ninguém para protegê-la, ela por si só. Era assim que ela se sentia estando
sozinha no imenso mato que cercava o vilarejo de onde ela tinha acabado de
fugir.
Ela tinha sido transformada poucas semanas
antes de os camponeses se revoltarem e junto com os membros da “Irmandade” de
fanáticos religiosos do vilarejo, invadiram o castelo e seu tio Gustav Weil
viera pelo lado de trás para pegá-la. Porém, enquanto ele subia pela escada de
trás e aproximava-se, ela sentira de longe o cheiro de cerveja que ele costumava
beber todos os dias depois de fazer algo, mesmo que esse fosse se reunir com os
seus companheiros de irmandade, já que isso sempre foi típico dos germânicos,
fossem eles da Prússia, Áustria ou qualquer outro lugar das redondezas.
Ao vê-lo subindo com um machado disposto a decapitá-la,
Frieda correu muito rápido e pulou o altíssimo muro do castelo diante do olhar
incrédulo do Conde Karnstein, que se apavorou e correu de volta ao castelo
depois de fazer a vampira sair primeiro e vigiar se não tinha ninguém por
perto, para poderem fugir sem serem perseguidos.
Sua irmã gêmea, Maria, que estava no meio
da confusão de pessoas procurando Frieda, sentiu uma horrível dor no corpo
todo, percebendo que algo acontecera com a vampira e correu para procurá-la dentro
do castelo.
Quando menos esperava, foi pega como refém
pelo cruel vampiro, que a levou arrastada para o alto da escada do castelo e
ameaçou matá-la. Isso fez com que Weil subisse com um machado e tentasse acabar
de vez com o vampiro, porém, ao jogar o machado para decapitá-lo, não o acertou
e ao tentar fugir, foi brutalmente atingido nas costas pela arma e caiu do alto
daquela escada morto, acudido pelos companheiros de irmandade.
Enquanto isso, Karnstein ria muito e
olhava com superioridade e arrogância para aqueles camponeses, ao mesmo tempo
em que Frieda agonizava e gemia de dor quase dentro do fosso de água corrente e
espetada por inúmeros espinhos de uma moita na qual caíra ao se jogar do muro
do castelo.
Nessa hora, alguém chamado Anton Hoffer,
que horas antes salvara Maria de ser queimada no lugar da irmã, por conta de
Karnstein ter raptado-a enquanto ela dormia e posto no lugar de Frieda para
tornar possível a fuga da vampira, arriscou jogar uma estaca para matá-lo
definitivamente. A sorte ficou ao lado do bondoso professor Hoffer, que teve
sua irmã assassinada por Frieda, pois ele conseguiu acertar o conde no coração,
fazendo com que ele morresse de forma extremamente dolorosa e salvar pelo menos
Maria, a pobre moça que quase fora vítima da falsidade e mau caráter da irmã.
Enquanto isso, Frieda percebera que todos
os seus sonhos tinham acabado e ela estava a ponto de morrer pelas mãos da
“Irmandade”, pois ela não conseguia sair dali e quanto mais tentava se soltar,
mais seu corpo sangrava e seu lindo vestido vermelho se rasgava. Isso a deixava
quase nua e os pedaços do vestido caíam e boiavam pelo fosso do castelo, além
de sangue que saía dos arranhões.
Isso ocorreu durante aproximadamente 2
horas, enquanto os outros membros da irmandade procuravam sinais da vampira,
apesar deles terem certeza de que ela estava definitivamente morta.
A linda vampira morena escutava as vozes
próximas dos religiosos, que comentavam:
- Mas como pode não ter sinal algum dela?
- Não sei, temos que achar pelo menos um
sinal, já que o corpo não está lá em cima e nem a cabeça.
- De repente ela pode ter escapado.
- Deus nos livre de algo assim, ela tem de
estar morta!
- Olhem só amigos, pedaços de roupa boiando
no fosso deste castelo maldito!
Ao olharem, eles viram pedaços de roupa
vermelha boiando na água do fosso que corria incessantemente, além de sangue
manchando a água e um deles disse comemorando: - Não há mais corpo ou cabeça,
ela derreteu ao cair aqui, a água significa pureza e ela era um ser impuro,
então, não precisamos mais nos dar ao trabalho de procurar a sobrinha do finado
Gustav.
Todos ficaram felizes, enquanto Frieda
saía com muita dificuldade de onde estava, com a roupa rasgada, machucada no
corpo e na alma, sem eira nem beira.
Só que ela fez um pouco de barulho ao sair
da moita de espinheiro e os homens ouviram, virando-se para trás, mas, bem
nessa hora Frieda deu um miado para que eles pensassem que era um gato.
Eles riram do “gato” enquanto ela chorava
baixinho vendo sua vida toda ir por água abaixo, sua irmã teria a sorte de se
casar e ter filhos enquanto ela teria de se entregar a todos os homens por uns
trocados, porém, ao olhar para seu corpo machucado e seu vestido rasgado, ela
pensou: - Eu sou linda, tenho formas generosas, então não vou ser uma simples
puta e sim uma prostituta de luxo em Viena!
Ela sorriu a pleno para si mesma, porém ela
pensou: - Eu terei que primeiro pegar minhas coisas e depois uma carroça para
ir para a cidade, afinal, eu não posso me mostrar publicamente.
Escondida pelos matos, Frieda espionava a
movimentação no vilarejo que acontecia por conta do velório e enterro de seu
tio Gustav, enquanto esperava o momento certo de aparecer no vilarejo e pegar
pelo menos parte de suas coisas: vestidos, prendedores de cabelo, chapéus,
sapatos e outras coisas.
Durante o velório do pobre Gustav, Frieda
se aproveitara para ir até a casa onde morava e pegar todas as coisas dela que pudesse,
mesmo que fosse arriscado demais. Sangue ela não podia sugar por conta do risco
se tornar ainda maior do que já era.
Entrando silenciosamente pela janela na
casa de madeira grande e rústica, a vampira subiu até o quarto para ter suas
roupas e coisas pessoais de volta e abrindo o armário, viu todos os seus
vestidos, até os mais simples. Nas gavetas, seus enfeites de cabelo, suas
jóias, ganhas do pai, tudo estava ali direitinho e pronto para ser pego e
ainda, sem que ninguém soubesse, já que estavam todos no funeral do senhor Weil
e tão cedo ninguém iria aparecer. Mesmo assim ela tinha de ter muita cautela,
afinal, alguém podia voltar a qualquer hora e aí sim ela estaria em péssimos lençóis.
Durante um bom tempo ela pegou tudo o que
possuía e dobrou os vestidos mais elegantes em 3 trouxas cuidadosamente
arrumadas e os mais simples elas deixou em uma trouxa maior, todas ela levaria
nas mãos junto com uma grande valise onde ela guardaria seus enfeites e jóias.
Bem na hora em que ela estava saindo, ouviu vozes masculinas e percebeu que um
grupo de 4 homens da “Irmandade” subiam. Ela escondeu-se no armário com suas
coisas e fechou a porta de modo que nenhum deles a visse enquanto eles falavam
sobre Gustav, ressaltando suas qualidades e a capacidade de combater o mal
naquele lugar e o fato dele ter morrido em nome dessa causa.
Ela continha a sua fúria, pois tinha
sido por isso que seu tio quase a matara e acabara com o seu amado. Logo que
eles saíram, ela saiu silenciosamente do armário, fechou-o e jogou as trouxas
pela janela, pulando logo em seguida com a valise nas mãos, porém, ela fez um
tanto de barulho ao cair e atraiu a atenção dos 4 que desciam que subiram para
ver o que tinha acontecido. A vampira miou alto para que eles pensassem mais
uma vez em um gato e conseguiu espantá-los, que saíram achando estranho que um
bichano ficasse miando todas as vezes que eles apareciam.
Logo depois do término do funeral de
Gustav, todos voltaram e Frieda, com suas “bagagens”, já estava novamente no
mato espionando a movimentação no vilarejo, sedenta pelo sangue de algum
camponês ou moça que passasse ali onde ela estava.
Ela se escondera numa caverna na
floresta próxima ao vilarejo. Dentro dela, planejava seduzir o membro mais novo
em idade da Irmandade, chamado George Witcherwell, um inglês que ali morava a
mais ou menos 5 anos, para ajudá-la a escapar do vilarejo, pois ele conhecia
todos os caminhos, além de que ninguém suspeitaria dele, já que ele era um dos
que mais era acima de qualquer suspeita.
Quando a noite chegou, ela foi escondida
até o vilarejo para ir até a casa do inglês, mas, ao passar pela casa onde
morava antes, ouviu um grupo da Irmandade conversando com Maria e Anton:
- Não entendo quem é que roubaria todas
as coisas de minha irmã, incluindo as roupas - falou Maria apavorada com o
saque que tinha sido feito na casa durante a tarde.
- Provavelmente o ladrão ou a ladra deve
ter roubado as coisas da falecida para vender, afinal, ela tinha coisas muito
boas e as jóias valem uma boa quantia em dinheiro - falou um dos irmãos.
- Mas como ele entrou se a casa foi
trancada por mim?! - falou desesperada Katy, a tia de Frieda e Maria.
- Tia, a senhora deixou as janelas
abertas quando saímos, então só pode ter sido por ali que o ladrão entrou -
deduziu Maria tão desesperada quanto a tia.
- Bem, nós íamos dar as coisas dela para
a caridade, então, pode ser que o ladrão tenha roubado isso tudo para vender e
se sustentar por um bom tempo, afinal, a maioria das pessoas que mora aqui é
muito pobre, quem sabe esse alguém pode aproveitar essas coisas bem - falou
outro dos irmãos.
- Mas roubar é crime! - exclamou um.
- É, mas muitas pessoas passam fome aqui
nestes lados desde que a colheita do ano passado foi péssima, então é um tanto
normal que elas façam isso, afinal, não há ninguém por elas e ninguém quer
morrer de fome, não é? - falou Anton olhando sério para a “Irmandade”.
Frieda, do lado de fora, ria enquanto os
irmãos olhavam Anton com fúria e um dizia: - Quando for eleito o novo líder
daqui, ele vai dar um jeito nesse professorzinho.
- Dar jeito nada, eu descobri algo muito
importante! - falou um que estava no canto da sala.
- O que foi?! - perguntaram os outros ao
mesmo tempo.
- Amanhã eu conto, agora está na hora de
nos recolhermos - falou o mesmo do canto.
Todos foram se recolher curiosos para
saber qual era a descoberta, deixando Frieda também do mesmo modo, já que ela
nunca tinha visto algo de diferente naquele professor de escola e na irmã dele
que ela matara.
A vampira saiu andando em direção à casa
do britânico George quando raios surgiram no céu e ela percebeu que logo
começaria uma séria chuva, então tratou de correr até a única casa mais longe
da igreja, onde se reunia a Irmandade.
Chegando lá, viu pela janela de perto da
porta George sozinho e seminu, pois ele se preparava para tomar um banho,
enquanto Frieda olhava para o corpo atlético e suado daquele homem de negros
cabelos, claros olhos e rosto tão bonito e ela se perguntava como alguém
daquela beleza e porte podia fazer parte daquele grupo de fanáticos religiosos
chamado a “Irmandade”.
Ela sabia o porquê, ele tinha cometido o
“crime” de se deitar com uma prostituta e seria seriamente punido se não tivesse
se oferecido para fazer parte do grupo, pois ele tinha métodos muito
inteligentes para combater o mal, mas, secretamente, não concordava com o fato
de os irmãos queimarem mulheres que viviam sozinhas na floresta, alegando que
elas eram bruxas. Porém, tinha de suportar se não quisesse ser castigado.
Além disso, tinha algo nele que só Frieda
e uns poucos sabiam: George era totalmente apaixonado por ela e pediria a mão
dela em casamento para Gustav, isso se ela não tivesse se desviado do caminho
certo e virado uma criatura impura.
De repente, começou a chover muito e ela
bateu forte na porta, esperando George atender. Enrolado em uma toalha, ele foi
abrir a grande porta de madeira. O pavor tomou conta dele quando reconheceu a
sobrinha de Gustav Weil ali, com a roupa rasgada e um amável sorriso que a
fazia parecer uma menina pura, mas que escondia uma vampira diabólica.
- Como você pode estar viva?! Todos os
irmãos juram que estás morta! - perguntou e exclamou Witcherwell ao ver ela
ali, diante dele, talvez pronta para chupar o sangue dele.
- Simples - disse Frieda contando o que de
fato acontecera com ela ao tentar fugir com o Conde Karnstein.
Aquilo que ela contara o deixou
espantado e dizendo: - Você é muito esperta, mas não espera que eu te encubra
aqui, não é?
- Sinceramente não, mas não se preocupe,
eu fujo sozinha, sei me cuidar, além do mais, sei que ainda é apaixonado por
mim, sempre foi - disse Frieda zombeteira.
-
Você se tornou uma porca vagabunda desde que se meteu com aquele conde vampiro,
é impura agora - disse ele com desprezo fingido, porém que Frieda percebeu.
- Você gosta é de vagabundas, eu sei que
quando morava em Viena, se deitou com muitas delas e que, quando se lambuzou
com uma aqui, quase morreu pela Irmandade, então eu posso ser mais uma na sua
cama se quiser - disse a vampira rindo zombeteira, levantando a saia,
balançando um pouco os quadris e mostrando as belas pernas a ele.
- Você não acha que vou ceder ao seu
exibicionismo, não é?- perguntou George sem conseguir disfarçar o encanto pelo
corpo da vampira.
A
vampira riu outra vez, desabotoou a parte de cima da roupa e exibiu os seios
para ele, que olhava com olhos arregalados, tamanho o desejo que ele estava
sentindo por ela, que dizia com os caninos à mostra e enlouquecida:
- Isso querido, me olhe, toque o meu
corpo, me deseje, me possua.
Ainda enrolado na toalha, ele chegou perto
dela, agarrou-a pela cintura e disse: - Quer saber?! Eu sempre fui louco por
você e sempre serei, quero te ter comigo, então, venha tomar um banho comigo,
aposto que deve estar exausta.
- Não estou, a noite está apenas
começando e quero aproveitar ao máximo, aposto que será inesquecível - disse
ela sorrindo e se despindo inteira em apenas um minuto e meio e se enroscando
no corpo de George.
Louco, Witcherwell tirou a toalha e jogou-a em
um canto qualquer, levando Frieda no colo para a banheira onde estava uma morna
água em que eles se puseram aos beijos e carícias, desejando um ao outro mais
que tudo naquele momento.
Ele não parava de beijá-la, lambê-la,
chupá-la, pois o corpo dela era delicioso, ele sentia falta de fazer sexo com
uma mulher, já que a muito tempo ele não fazia, desde que quase fora castrado
pela “Irmandade”. Ela também não parava de beijá-lo, lambê-lo, de gemer igual
uma gata, enquanto sentia as mãos dele tocarem o seu corpo, o membro grande dele
penetrá-la de um modo forte, tudo isso a fazia sentir um enorme prazer, que ela
jamais havia tido antes.
George, todo molhado, levantou-se da
banheira e pegou Frieda no colo para levá-la para a cama, onde eles iam
continuar a sua noite de plenos prazeres até cansar.
Logo pela manhã, depois de passar uma
inesquecível noite de prazer com Frieda, ele vestiu-se para ir à igreja do
vilarejo se reunir com a Irmandade, mas não sem antes avisar: - Querida, não
saia daqui de forma alguma e também, dê uma arrumada no meu quarto, não quero
que ninguém perceba que passei a noite com você, afinal, não quero que te
peguem.
- Sim, pode deixar que eu arrumo tudo e
outras coisas vão estar prontas quando você chegar - disse ela levantando um
pouco o lençol que cobria o corpo nu dela e mostrando a perna a ele.
Ele sentia vontade de mandar a Irmandade se
danar para ficar com ela o dia todo, pois ele não tinha como ficar perto dela
sem enlouquecer de desejo.
Frieda ficara ali sozinha sentindo o
cheiro de prazer que ainda emanava dos lençóis enquanto George saía.
Quando George chegou à reunião com a
Irmandade, percebeu que todos estavam perplexos, sem saber no que pensar ou
dizer quando um dos irmãos contou que Anton Hoffer era um bruxo milionário e
que ali investiria em manufaturas para tornar aquele lugar mais avançado.
Todos discutiam aquele inesperado
assunto até que George falou: - Será que não se lembram que temos de escolher o
novo líder da Irmandade agora que o senhor Weil se foi?
Todos fizeram sinal afirmativo, mas um
disse: - Vamos tratar disso 1º e depois vamos queimar aquele bruxo, não podemos
deixar o mal continuar aqui.
- Acontece que se não fosse ele, nós
mataríamos a pobre Maria no lugar daquela porca miserável da Frieda, pois o
plano do Conde Karnstein era matar a pura moça para que fosse possível a fuga
daquela vagabunda com aquele arrogante que o senhor Hoffer, com coragem, matou
sem ter piedade - disse o irmão Harold defendendo Anton.
- Isso não deixa de ser verdade, então
ele não pode ser do mal, mas, como é possível existir um bruxo bom? - perguntou
o irmão Lauzun espantado.
- Eu acredito em uma simples coisa:
educação faz o caráter - disse Ártemis de maneira sorridente.
Todos concordaram com um aceno de
cabeça com ele e o irmão Harold falou: - Vamos conversar com Anton e ver o que
ele tem a nos dizer, é melhor.
Todos concordaram com um pé atrás e
saíram para conversar com Anton, que agora morava na casa de Gustav por conta
de Katy e Maria terem ficado sozinhas.
George ia mais afastado do grupo,
calado, pensando em Frieda, enquanto ela se arrumava bem bonita para receber
George quando ele chegasse.
Maria e Katy tinham saído para
investigar o saque ocorrido no dia anterior e perguntavam a todos do local se
tinham visto algo ou alguém naquela volta e as respostas eram todas negativas,
pois eles estavam no enterro do senhor Weil, porém, uma menina de 9 anos se
aproximou das duas e disse com sua linguagem de criança pequena:
-
Titia, eu vi uma moça bonita de traje colorido saindo da sua casa, ela estava
com umas trouxas brancas nas mãos e uma malinha junto, eu só não cheguei perto
porque eu tive medo que fosse um daqueles monstros de presas grandes.
- Então você não sabe quem é? -
perguntou Maria.
- Não titia, eu não vi o rosto dela, não
cheguei perto - respondeu a menina triste.
- Obrigada pela ajuda pequena Rowena -
agradeceu Katy fazendo carinho na menina.
A menina sorriu quando o irmão Ártemis,
junto com a Irmandade ali, disse: - Então a pequenina viu alguém?
Ela fez um sinal afirmativo e disse o
mesmo que falara para Katy e Maria, o que fez o irmão Lauzun dizer aos outros
irmãos:- Então temos que achar a ladra, hei, um grupo de 15 de vocês chame
todas as mulheres do vilarejo aqui, sem exceção de nenhuma, todas tem de estar
aqui em menos de 10 minutos. Além disso, revistem todas as casas onde moram
mulheres, não deixem nada para trás.
- Por favor, senhor, não faça isso,
todas estavam no enterro do senhor Gustav e as crianças estavam ali próximas,
damos ordens para que elas não se afastassem de onde estávamos, porém minha
Rowena é uma menina curiosa, ela é ainda muito criança e está na fase das
curiosidades - falou desesperada a mãe da menina, Lorelai.
- Eu devia era te ensinar a educar sua
filha! Mas eu entendo, qualquer criança tem personalidade complicada nessa
idade e além do mais, eu me esqueci de perguntar à Rowena que tipo de traje
colorido usava a mulher que ela viu - falou o irmão Harold bravo e logo em
seguida pensativo.
- Era algo que parecia estar rasgado,
foi o que eu pude ver, rasgado! - exclamou Rowena se colocando entre sua mãe e
Harold.
- Rasgado como? - perguntou Harold.
- O que eu lembro é que a roupa parecia
estar despedaçada em algumas partes, não sei se era mesmo isso, pois eu não me
aproximei pra olhar - respondeu a menina.
Harold começou a pensar em uma
possibilidade enquanto George falava para si mesmo: - Maldita menina, ela tinha
que ter visto Frieda, não, não, agora a vida da minha amada está por um fio e a
minha junto! O que eu vou fazer?!
Logo em seguida, George pensou:- Tenho que dar
um jeito de fugir daqui com Frieda e terá que ser o mais rápido possível!
- Irmãos, ocorreu-me uma coisa, acho que
o mal não está totalmente extinto por aqui, ainda há resquício dele e esse
resquício atende pelo nome de Mircalla Karnstein - falou Harold em uma dedução
estilo Sherlock Holmes.
- Como pode ser?! - disse um grupo de
pessoas junto com os irmãos em coro.
- Primeiro: para o falecido Karnstein
ter virado vampiro, ele foi mordido, então, tem que ter tido alguém que o
mordeu e esse alguém é certamente a Condessa Karnstein, pois, segundo eu sei,
ela é o único cadáver que está enterrado na cripta da amaldiçoada família.
Segundo: o conde gostava de mexer com ritos satânicos, então ele só pode ter
invocado o Demônio para isso, mas aí ele deve ter usado o sangue de uma mulher
virgem e há uma camponesa desaparecida, então ela deve estar morta e o sangue
dela foi usado para trazer Mircalla de volta - disse Harold encaixando todas as
peças da história.
- Sem corpo não há crime seu tonto, você
esqueceu essa parte! - exclamou Ártemis.
- Elementar meu caro Ártemis, existem
dois prováveis lugares onde pode estar o corpo: o bosque e a caverna que liga o
castelo ao bosque, onde há um rio subterrâneo, que por um acaso vai para o
fosso do castelo - respondeu Harold.
- Vou ser franco, não sei como você
consegue fazer essas deduções, isso não parece normal - falou o irmão de nome
Hufllepuff.
- Isso é simplesmente lógica, saber ligar
os fatos e é justamente o que estou fazendo - respondeu Harold com um sorriso.
Todos ficaram impressionados com o que ele
tinha dito. O detalhe deixou George muito feliz, pois ninguém imaginava que
Frieda estava viva na casa do inglês esperando ansiosamente por outra noite de
muito prazer com ele, porém Ártemis percebeu que ele ficou feliz demais ouvindo
aquilo e resolveu investigar o que se passava com George, pois não gostava nem
um pouco do inglês, já que eles eram de famílias inimigas.
Quando anoiteceu, George foi para casa
totalmente feliz, sabendo que sua Frieda estava a salvo e o esperando para que
eles mais uma vez ficassem bem juntos.
Chegando a sua casa, viu uma mesa muito
bem arrumada e velas acesas em cima dela e pensou:
- O que será que minha Frieda preparou
para o jantar?
- O jantar hoje é o que você mais gosta
meu amorzinho, tire essa roupa feia, não gosto dela. Venha aqui para cima, eu
aposto que você está cansado e suado e quer um banho bem gostoso, mas eu sei
que quer mais ainda ficar a noite inteira comigo - falou Frieda com voz
maliciosa.
George se despiu inteiro e, deixando as
roupas no cesto de lavar, logo em seguida pegou uma toalha e se enrolou nela,
subindo até o quarto, onde estava a vampira com um lindo vestido vermelho
decotado de cetim e os cabelos soltos naturalmente. Ela lhe disse: - Você fica
bem melhor quando está sem aquela roupa, tire a toalha e sente-se na banheira
que eu vou esfregar o seu corpo todo, vou te deixar limpo e cheiroso, sem
nenhum sinal daqueles fanáticos.
Ele fez exatamente o que Frieda mandou e
ela, com uma macia esponja, começou a banhá-lo, esfregando cada parte do corpo
dele com muito carinho e delicadeza enquanto ele gemia prazerosamente sentindo
as macias mãos dela tocando seus músculos de esgrimista, cavaleiro, acrobata e
levantador de pesos: - Isso querida, esfregue, ai, como está bom, continue, eu
te quero na minha cama mais tarde, vamos repetir a noite de ontem, mas dessa
vez eu vou te ensinar umas coisas novas, que eu aposto que vai adorar -
enquanto passava uma das mãos no decote dela.
Ela sorriu e respondeu maliciosamente no
ouvido dele: - Vou aprender com muito, mas muito prazer. Quero ficar com você
todo o tempo do mundo e, além disso, vou te morder, quero que você seja meu
vampiro, meu escravo, todo meu para sempre.
- Sim, sim, eu quero, aliás, já sou seu
escravo, faço tudo o que você quiser minha deusa, até mesmo mandar matar aquele
bando de fanáticos chamado “A Irmandade” - respondeu ele com ênfase no ouvido
da vampira.
Frieda ria sinistramente enquanto o
banhava e logo depois terminou o banho, ajudando-o e sair da banheira e a se
vestir para que eles fossem jantar sopa de legumes com carne de coelho, o prato
preferido de George.
Enquanto jantava, George falou à Frieda:
- Amor, eu vou avisar aos irmãos que recebi uma carta de Viena comunicando que o
estado de saúde de minha irmã piorou e que tenho de viajar para lá o mais
rápido possível.
- Como você vai dizer isso sem que eles
desconfiem? - perguntou Frieda.
- Muito simples querida, eu sou um grande
e perfeito falsificador de cartas e vou escrever uma com a letra de minha irmã
para que eles tenham a prova de que eu não minto. Além do mais, meu fiel
empregado, que ninguém aqui conhece, dirá ao meu mando que chegou de Viena com
a carta e que pegou o atalho pela floresta, pois é algo urgente e não pode
esperar - respondeu George propondo um brinde à Frieda.
- Realmente George, você é um gênio, por
isso vou te dar um prêmio - falou Frieda se levantando do seu lugar,
sentando-se no colo do inglês e beijando a boca dele.
George enlouqueceu de desejo, a pegou no colo,
levou-a para o quarto, jogou-a na cama e começou a se despir para ela, até
ficar só de ceroulas e dizer:- Agora querida, tire a roupa, deixe eu te lamber,
te chupar, te beijar, me lambuzar no seu corpo.
- Eu deixo sim - falou Frieda, que
começou a se despir sensualmente para ele até ficar em trajes de Eva,
totalmente nua.
Ao vê-la nua, ele tirou a peça que lhe
restava e falou: - Agora fique de costas meu anjo, isso vai doer um bocado, mas
é bem gostoso.
Ela fez o que ele pediu e logo sentiu
algo duro e rijo lhe penetrar por trás repetidas vezes e gemeu: - Isso dói
muito, por favor, pare, ai!
- Não posso parar querida, está tão bom,
aposto que você prefere assim! - exclamou ele continuando com o que estava
fazendo e apertando os seios dela com força.
- Continue, continue, está mais gostoso
agora, vamos, continue, aperte mais forte, vai! - exclamou ela sentindo um
imenso prazer naquele ato por trás e pedindo por mais.
Ele continuava com mais prazer e
acariciava todas as partes dela, deixando ela enlouquecida e fazendo ela se
virar para frente com seus caninos à mostra e lambendo prazerosamente a orelha
dele, além de roçar as presas na pele branca e macia dele enquanto ele ria se
divertindo com ela na cama, matando os seus mais devassos desejos no corpo
dela.
Ele não parava de beijar o corpo todo
dela, incluindo a intimidade, o que a fazia gemer muito alto e rir
incessantemente: - Oh George, continue, não pare mais, fique assim a noite
inteira, eu quero mais!
George ria e continuava, foi assim
durante horas até que eles dormiram imersos no mar de desejos que povoava
aqueles corpos e aquela cama.
Frieda se levantou uma hora depois com a
noite em seu auge, foi totalmente nua até a janela e riu sinistramente para a
escura floresta ouvir e exclamou:- Agora sim posso me vingar, todos saberão
quem é Frieda Gelhorn e que ninguém que se mete comigo sai impune! A Irmandade
vai saber do pior modo que não existe nada mais terrível que uma imortal
machucada no corpo, na alma e no coração!
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